Holofote
Tia Netinha, primeira diretora de quadra da Portela, morre aos 94 anos

Tia Netinha, primeira diretora da quadra da Portela, morreu na…
Tia Netinha, primeira diretora da quadra da Portela, morreu na madrugada desta terça-feira (15), aos 94 anos. A morte da sambista foi confirmada pela própria escola de samba, onde ela construiu uma trajetória de décadas desde sua chegada, ainda nos anos 1950.
Segundo a Portela, Tia Netinha se tornou sócia benemérita nº 05 e teve participação importante na história da agremiação. Ela foi a primeira diretora de quadra, ainda na época da Portelinha, além de ter comandado alas como a Ala dos Príncipes e a Ala das Damas.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, o presidente Jr. Escafura e a vice-presidente Nilce Fran destacaram a dedicação da sambista à escola. “Tia Netinha chegou à Portela na década de 1950 e dedicou grande parte de sua vida à nossa escola. Sócia benemérita de nº 05, foi a primeira Diretora de Quadra, ainda na Portelinha e esteve à frente de alas que marcaram a nossa história, como a Ala dos Príncipes e a Ala das Damas. Sua dedicação, seu carinho e sua presença jamais serão esquecidos. Tia Netinha deixa saudade e um legado de amor pela Majestade do Samba. Que Deus conforte o coração de todos neste momento tão triste”, diz o texto.
Neto da sambista, Sidney Pereira também lamentou a morte da avó e compartilhou uma homenagem nas redes sociais. “É com o coração cheio de tristeza que comunico o falecimento da minha querida avó Netinha. Ela me criou do jeito dela, como pôde, com suas limitações, mas também com o carinho que sabia oferecer (…). Ela tinha orgulho de mim, e saber disso sempre foi muito importante para mim. Guardarei para sempre as lembranças, os ensinamentos e, principalmente, a história que construímos juntos. Descanse em paz, minha avó. Que Deus a receba de braços abertos e conforte o coração de todos nós que ficamos”, escreveu.
A trajetória de Tia Netinha ficou marcada pela ligação com a Portela e pela atuação em diferentes momentos da vida da escola. Ao longo de décadas, ela ajudou a construir parte da história da agremiação e deixa, segundo a própria azul e branco, um legado de amor pela chamada Majestade do Samba.





