Holofote

MC Smith detona atuação do BOPE e anuncia pré-candidatura a Deputado Estadual: “Leva tênis, leva camisa, leva tudo”

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Em uma entrevista que vem dando o que falar, o cantor MC Smith, um dos nomes mais icônicos do funk carioca, não poupou críticas à condução da segurança pública no Rio de Janeiro. Além de relatar abusos policiais em comunidades, o artista aproveitou o espaço para oficializar sua pré-candidatura a Deputado Estadual, prometendo uma plataforma baseada em educação e reformas trabalhistas.

Críticas severas ao BOPE e à conduta policial

O funkeiro usou exemplos específicos para ilustrar o que chama de despreparo das forças de elite. Segundo Smith, as operações no Complexo da Maré extrapolaram os limites da legalidade, atingindo diretamente a dignidade dos moradores.

“Como que vocês querem mudar a realidade da favela se os caras do Bope entraram na favela, lá no Complexo da Maré, saquearam a geladeira da mulher, comeram tudo, tomaram banho e foram embora? E é só isso que vocês sabem”, disparou o cantor.

Smith ainda pontuou que o furto de bens pessoais, como tênis e camisas, tornou-se uma prática comum que a sociedade ignora até ser atingida pessoalmente. Para ele, a tropa sofre de um esgotamento mental: “A polícia do Rio de Janeiro não é preparada. Os caras estão sem psicológico”.

Educação e Escala 6×1: As bandeiras políticas

Ao anunciar sua entrada na corrida eleitoral para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), MC Smith fugiu do discurso comum de “combate à violência pela violência”. O pré-candidato defende que a solução para a segurança pública reside na base social.

  • Educação em tempo integral: Implementação de colégios integrais como prioridade.
  • Apoio às mães solo: Criação de creches 24 horas para permitir que as mulheres trabalhem com dignidade.
  • Reforma Trabalhista: O cantor defende o fim da escala 6×1, citando que modelos de 5×2 já são realidade em países desenvolvidos e trazem mais qualidade de vida ao trabalhador.

“Eu vou falar de um monte de coisa, então é por isso que eu sou pré-candidato a Deputado Estadual”, afirmou.

“Sou do povo”: O desafio aos críticos

Ciente de que sua imagem sofre resistência de setores mais conservadores, Smith foi enfático ao dizer que sua ficha é limpa e que sua força vem das ruas. Ele destacou que não há “escutas” ou “ligações” que o comprometam, um desafio direto aos seus detratores.

“O que eles estão com raiva de mim é que eles não têm nada para falar. Não tem uma ligação, não tem uma escuta”, declarou.

Sobre a sua segurança pessoal, o MC reforçou que circula livremente por qualquer lugar: “Se eu fosse odiado, eu andaria com segurança. Meus haters são ocultos, porque na rua o reconhecimento é lindo, até de policial mesmo”.


Furacão 2000

No vídeo abaixo, o funkeiro fez duras críticas à Furacão 2000, dizendo que não recebeu o dinheiro dos direitos autorais e que era obrigado a aceitar 150 reais por show.

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