Holofote
Gabi Melim abre o jogo sobre exaustão na banda e revela graves sequelas de saúde

Foto: Reprodução (Redes Sociais)
Em desabafo, a cantora Gabi Melim abriu o coração em uma entrevista para relatar o preço que o sucesso cobrou de sua saúde. Atualmente em carreira solo e focada na divulgação de seu projeto audiovisual “Escapismo”, a artista relembrou os tempos em que liderava a banda Melim ao lado de seus irmãos. Segundo a cantora, a engrenagem da fama impôs uma rotina desumana e exaustiva de compromissos que se tornou impossível de sustentar ao longo dos anos. “A gente fazia uma média de 25 shows por mês. Além disso, tinha televisão, publicidade, entrevistas. O mês inteiro era tomado de compromissos”, recordou a carioca sobre a maratona que viveu antes do fim das atividades do grupo, em 2023.
Toda essa carga contínua de trabalho gerou um colapso completo no bem-estar físico e emocional da compositora. Gabi revelou que, ainda em 2020, chegou a quase perder a vibração de sua corda vocal direita devido ao esforço extremo, além de ter enfrentado um quadro grave de depressão e distúrbios alimentares gerados pela adrenalina pós-palco e pela privação crônica de sono. No entanto, o sinal de alerta definitivo veio em um momento em que ela acreditava que finalmente conseguiria descansar. Após emendar o término da banda com o lançamento de suas primeiras músicas solo, o corpo da artista cedeu ao estresse extremo, resultando em dois episódios de paralisia facial de Bell nos últimos anos.
Longe de ser uma condição provocada por vírus, os diagnósticos de paralisia foram desencadeados estritamente por crises agudas de ansiedade e esgotamento mental. Hoje, mais madura e recuperada, a cantora utiliza sua própria experiência dolorosa como uma plataforma de conscientização e um convite para que o público repense a obsessão moderna por metas inalcançáveis. “Acho que o capitalismo faz isso com a gente. Existe essa ideia de que precisamos ser produtivos a qualquer custo. Mas a gente acaba escapando da gente mesmo. Acaba se desconectando”, avaliou a artista, celebrando o fato de que seu novo álbum nasce justamente dessa urgente necessidade de desacelerar e se reconectar com a própria essência.





