Holofote

Filha do MC Marcinho faz revelação chocante e fala sobre ajuda de Jojo Todynho

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Marcelly Garcia emocionou os ouvintes da FM O Dia ao…

Marcelly Garcia emocionou os ouvintes da FM O Dia ao abordar temas delicados sobre sua vida pessoal e superação em entrevista ao O Que Tá Rolando. A filha do MC Marcinho comentou do diagnóstico de borderline e TDAH e revelou que o pai foi uma das poucas pessoas que buscou compreender as patologias e ofereceu o apoio necessário.

“Sou diagnosticada com borderline desde meus 18 anos, TDH desde os 13. […] Eu sempre tive muito problema com a depressão, desde muito nova. E o meu pai, por um tempo, ele achava que ia até para chamar atenção, porque ‘Pô, a menina tem tudo’. Só que eu tinha um vazio crônico, né? O borderline tem um vazio crônico. E um tempo meu pai começou a ver o quanto quase me perdeu pra depressão, pro borderline. Ele falou assim: ‘Cara, isso não é brincadeira’. E aí meu pai começou a pesquisar, ir atrás, querer entender. E a partir dali o meu pai foi a pessoa que mais entendeu os meus problemas enquanto tava todo mundo, ‘essa menina é mimada’ e tal, meu pai sabia que era aqui e não aqui o problema, sabe? E quando eu perdi o meu pai, eu perdi a minha base, sabe?”, disse.

Em um dos momentos mais difíceis da entrevista, a artista, que atende pelo nome artístico de Mareé, revela ter sido violada um mês antes do falecimento de Marcinho, o que a levou a internações psiquiátricas. Sem sua base familiar consolidada naquele momento, ela se afundou nas drogas.

“Eu não soube lidar com a perda e aí tive algumas internações psiquiátricas. E depois disso, quando eu vi que eu tava completamente sem chão, me senti sozinha, me senti abandonada. […] Foi nessa época que eu conheci as drogas e eu me afundei muito nas drogas, muito nova, com 23 anos, perdi meu pai tinha 23 anos.”

A artista revela que foi Jojo Todynho quem a abraçou e pagou pelo tratamento: “Para eu sair disso, depois de eu ter quase morrido por algumas overdoses, eu internei e quem pagou meu tratamento foi a Jojo Todynho. […] a Jojo me abraçou muito, mano. Sou muito grata, muito grata. Jojo não pensou duas vezes em ajudar”

Após os momentos conturbados na vida pessoal e o tratamento, Marcelly conta que começou a ter mais clareza e se reencontrou com a música. “O problema é que é quando ele não está em tratamento e foi o que aconteceu comigo. Então, eu cometi muitos erros, fui para lados errados, fiz más escolhas e aí quando eu me vi, tipo assim ‘cara, e agora eu já não tenho meu pai, tô toda perdida, eu preciso tomar um rumo’, sabe? Foi quando a música me encontrou de novo.”, refletiu.

Marcelly comentou sobre o preconceito que enfrentou ao tentar retomar sua carreira, já que o mercado muitas vezes descarta profissionais com histórico de dependência química ou transtornos mentais. “A gente acaba tendo a nossa credibilidade quebrada. As pessoas não querem trabalhar com alguém que já foi drogado. As pessoas não querem trabalhar com alguém que tem uma patologia.”, diz.

A artista reflete que todos têm algo ruim para falar das pessoas com borderline, mas ninguém fala dos pontos positivos. “Sou uma pessoa muito criativa. Se o meu empresário, o Alex, alguém lá me botar para fazer 10 músicas no estúdio, eu vou compor 10 músicas.”, diz Marcelly destacando sua criatividade. “Muitas das vezes se sente incompreendido. O borderline em tratamento, ele é uma pessoa maravilhosa, porque ele tem muito a agregar, sabe?”

Confira abaixo no vídeo, que foi ao ar no canal da FM O Dia TV:

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