• 16 de dezembro de 2021 às 15:40h, atualizado às 18:49h
  • Antônio Jordão

O humorista Whindersson Nunes revelou, em sua autobiografia intitulada “Vivendo Como Um Guerreiro”, que o término com Luísa Sonza, em abril de 2020, fez com que ele se afundasse nas drogas. Em trechos da obra recém lançada, divulgados pelo Extra, ele ressaltou que já usava substâncias ilícitas antes mesmo de conhecer a cantora.

“Quando acabou com a Luísa, eu também tive o meu penhasco. A minha forma de lidar com essas situações é muito minha. Eu falo com o silêncio. Eu falo com o recolhimento. E, às vezes, falo errado. Reconheço que errei. Que as drogas foram me destruindo. Quando acabou com a Luísa, era o comecinho da pandemia. Estar sozinho, não sair de casa, me levou a uma viagem que não é uma boa viagem. Sem saber o que fazer, na minha cabeça, para terminar a viagem, eu tive que terminar do jeito que eu comecei. E, dessa vez, foi muito pior” contou ele no livro, pontuando que a ex-mulher não tem culpa de nada:

“Não havia mais intervalo entre as drogas. Eu acordava e desacordava para a vida. Eram drogas e mais drogas tentando estancar sei lá o quê. Um mês. Um mês, e eu tenho a certeza de que não foi a Luísa a culpada. E não foi por ela que eu me lancei nesse abismo. Foi por mim. Foi por um buraco dentro de mim. Foi pela ausência das certezas da minha vida. (…) A depressão tem tratamento. Eu sei disso. É que há momentos em que nos esquecemos disso. (…) Bala, LSD em doses cavalares e algumas outras. Eu sofria tanto e achava que eu merecia. E o foco da minha vida virou nada, nas noites que não amanheciam. A sensação, às vezes, era de um descolar da alma do corpo. E o nada me fazia companhia. As drogas aumentaram as minhas paranoias. Medo das violências, medo das invasões da minha vida. E o pânico. Meu Deus?! Não desejo isso para ninguém. Meu cérebro derretendo. Minhas noites indormidas, virando de um lado para outro. Acusando o chão de não me caber. Tudo muito sofrido”, explicou.

Ainda no livro, Whindersson relembrou o dia que conheceu Sonza, e mencionou o fato de estar sob efeito de drogas:

“No dia que encontrei a Luísa, eu estava virado de droga, não estava bem, estava em busca de algo que eu não sabia (…) quando a vi pela primeira vez, eu a vi no efeito da droga. Eu a vi meio que brilhando”,

De acordo com o artista, ele quis ser uma espécie de professor para a ex-esposa, que também foi responsável por ensinar a ele muitas coisas, como a trabalhar sua autoestima:

“Foi o começo de uma viagem. Uma viagem de alguém que tem o instinto de professor. Eu queria passar tudo pra ela. Eu queria que ela desse certo na vida. Minha viagem com a Luísa durou quatro anos. Ela me ajudou com a minha autoestima. Eu não me achava um homem interessante, um cara bonito. Isso pode não parecer muita coisa, mas para um alguém como eu, que algumas pessoas dizem que as mulheres estão comigo porque eu sou famoso e tenho dinheiro… O olhar dela fazia com que eu acreditasse que, de fato, eu era interessante, eu era legal. E, nisso, ela foi minha professora. E eu sou grato. Até hoje eu tenho uma confiança que ela fez brotar em mim. Nós viajamos muito juntos, conhecemos juntos o mundo e os nossos mundos internos”, declarou Whindersson, que completou dizendo que o sucesso de Luísa o faz feliz.

“Quero bem a Luísa e quero que os espaços da sua vida sejam sempre preenchidos com muito amor. Seu sucesso é de alguma forma um perfume que me lembra que é sempre bom cuidar das pessoas. E não quero que as pessoas destruam o que vivemos”.