Junto com Tati Quebra Barraco, Valesca Popozuda é considerada uma das mulheres precursoras do funk carioca. O início dessa trajetória, contudo, não foi nada fácil. Em entrevista ao Vênus Podcast, a cantora relembrou a rejeição do público no início da carreira.

A artista, que ficou conhecida como dançarina do grupo Gaiola das Popozudas, contou que nunca havia pensado em cantar, mas, por estratégia do empresário, mergulhou nessa nova fase.

“Primeira vez que entrei no estúdio, não saía nada. Eu passei semanas ensaiando, não saía nada. Eu só chorava, já não tinha mais voz”, recordou.

Em uma determinada ocasião, Valesca foi surpreendida com a notícia de que teria que gravar uma música pra um DVD, que até então seria apenas dublada. “Do nada, ele [empresário] falou assim: ‘você vai ter que fazer um show de 15 minutos antes de cantar a música de gravação’”.

A loira contou que, na hora, seu pensamento foi: “Como eu ia fazer um show de 15 minutos se eu nunca tinha pegado num microfone pra cantar?”. Mesmo com a insegurança, a mãe de Pablo subiu no palco, mas a recepção do público não foi das melhores.

“Se tinham 7 mil pessoas naquele lugar, levei latada de 7 mil pessoas na minha cara”, revelou. “Saí do palco chorando e acho que não chegou nem a um minuto de show”, completou Valesca.

A inexperiência foi a justificativa: “Eu não tava me ouvindo direito, não tinha noção do que eu tava cantando, devia estar gritando pra cacete”. Depois de se recuperar, no entanto, a integrante da Gaiola retornou ao palco e terminou a gravação.