• Geizon Paulo

Os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio no Carnaval do ano que vem seguem sem definição. Em reunião realizada na Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, nesta terça-feira (14), com integrantes das 12 agremiações que fazem parte do grupo de elite do Carnaval carioca, o que ficou decidido é que o martelo para definir a realização ou não dos desfiles só será batido em setembro.

A Liesa não considera seguro dar OK na realização dos desfiles sem que uma vacina contra o coronavírus esteja disponível. “Só imaginamos o desfile com uma vacina. Não conseguindo uma vacina ou plano de atuação que garanta a segurança para todos até meados de setembro, será difícil apresentar (o Carnaval) no molde atual. (…) Na condição de hoje é eticamente improvável ter o desfile”, disse o presidente da entidade, Jorge Castanheira, que acredita ser difícil adiar a decisão final para além de setembro. “Depois disso, pode ser que fique inviável apresentar o carnaval da forma que é conhecido hoje”, afirmou ele.

O presidente da Liesa também acredita ser bastante difícil realizar o Carnaval em uma outra data, como sugerido pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, que quer adiar a data para maio ou junho em uma ação conjunta entre Rio, São Paulo e a capital baiana. “É um evento que mexe muito com o calendário nacional e internacional. Se tivermos uma sinalização positiva das autoridades de saúde, vamos analisar o que será possível”, disse Castanheira. Entre outras hipóteses estudadas, está a possibilidade de transferir os desfiles para o feriadão da Semana Santa, em abril, ou o de Corpus Christi, em junho.

A grande preocupação das escolas é que todo o processo de realização do Carnaval da Sapucaí, com ensaios e confecção de fantasias e alegorias em barracões exigem aglomeração de pessoas, o que não é recomendado em função da possibilidade de transmissão do novo coronavírus. Das 12 escolas do Grupo Especial, oito já divulgaram os enredos para 2021.