• 21 de março de 2022 às 16:27h, atualizado em 21 de março de 2022 às 16:27h às 13:29h
  • Clara Oliveira

Quase um ano após sua passagem pelo Big Brother Brasil 21, Pocah, em entrevista ao podcast Bulldog Show, fez um balanço sobre sua participação no programa e contou que atingiu a grande maioria dos objetivos idealizados. Aumentar o número de contratos publicitários era uma das metas, e a cantora alcançou. Entrar em um reality, no entanto, era motivo de receio para a funkeira.

“Eu usei a lei atração pra entrar no programa. Eu já fui convidada pra vários realities, mas eu nunca tive vontade. Eu sempre falava ‘não é pra mim, eu tenho ansiedade, eu tenho depressão, eu tenho vários traumas, mais legal a galera me conhecer sendo alto astral. Não sei se tá todo mundo pra conhecer a Pocah frágil'”, iniciou.

“Por algum motivo, eu sonhei que ia entrar no Big Brother, idealizei que eu ia entrar, fui convidada e decidi lutar pelo top 5: ‘Vou sair e chegar no mercado que eu queria chegar, que é o da publicidade'”, explicou Pocah, que citou o preconceito em relação aos funkeiros como um empecilho pra alcançar novos públicos: “Existe um preconceito com o gênero funk muito grande, que muitas marcas não querem ser representadas por um funkeiro”.

O saldo pós BBB foi claramente positivo, mas em relação aos shows, a cantora declarou que ainda não está totalmente satisfeita:

“Tive um retorno de números que eu queria, fortaleci a marca Pocah, meus números de streaming, tudo isso eu reverti. Em relação aos shows, o cachê aumentou, porém eu sinto que eu ainda não cheguei aonde eu queria”.

LIMITAÇÕES

Durante a entrevista com Tuka Carvalho e Samyra Ponce, Pocah falou sobre uma visão que as pessoas ainda têm dela, e que, segundo a artista, não existe mais. “Meu show não é mais a Pocah, um DJ e duas bailarinas”, declarou. “Meu show é enorme, e pra pôr esse show na rua, é caro. Eu não quero regredir, eu quero mostrar meu potencial”, completou.

A ex-BBB falou sobre as críticas que recebia sobre não saber cantar, e revelou que tinha, realmente, suas limitações, mas não era um problema tão simples. “Eu realmente tive minhas limitações, e eu assumo isso. Doía muito ouvir que eu não cantava, mas sabe por que eu não cantava? Eu tinha um cisto na garganta. Tenho, ainda, só que com disciplina e com muito foco, eu fiz um intensivão de três anos de fono e consegui drenar o meu cisto”.

Confira o depoimento: