• Geizon Paulo

“Gordinho do Surdo”, cujo nome era Antenor Marques Filho, era músico da banda de Thiaguinho, mas conhecido em todo o mundo do samba. (Reprodução/Instagram)

O mundo do samba e do pagode chorou a perda de mais um ilustre filho. O músico Antenor Marques Filho, conhecido como “Gordinho do Surdo”, morreu neste sábado (23/01), aos 75 anos, por causa de complicações da Covid-19. Bastante conhecido no meio musical, o percussionista fazia parte da banda do cantor Thiaguinho desde 2012, mas começou a carreira como integrante do grupo Nosso Samba e, também, fez parte por muitos anos da banda que acompanhava o Exaltasamba.

A morte de “Gordinho” causou uma grande comoção nas redes sociais, com homenagens e depoimentos emocionados de artistas de várias gerações. Thiaguinho definiu a perda de “Seu Antenor” como a morte de um pedaço dele mesmo. “Que dor. Um pedaço de mim se vai. Obrigado. Por tudo e por me escolher como filho. Eu te amo muito. E tudo o que eu podia fazer, falar, compor e cantar pro senhor, fiz em vida. E que vida a nossa… Todos os shows eram seus. Eu que cantava com o senhor”, escreveu o cantor, que prosseguiu.

“Tenho certeza que nesse momento o senhor já está em um ótimo lugar, mas aqui embaixo… Onde eu for, levarei o seu legado… Sua história. Seu neguinho te ama e não sabe como será subir num palco sem sua luz, mas como o senhor sempre dizia… “o samba não pode parar…” Me sinto um dos caras mais privilegiados da história da música brasileira por ter tocado ao seu lado por 18 anos. Que presente de Deus. Vai com Deus, Lenda. Meu amor pelo senhor será infinito. Um dia a gente vai se encontrar de novo”, finalizou Thiaguinho.

O cantor Thiagiinho foi apenas um dos artistas que lamentou a morte do percussionista. (Reprodução/Instagram)

Péricles, que teve uma convivência próxima com “Gordinho” na época do Exalta, lembrou do aprendizado junto ao músico. “Aprendi com ele a ter postura de homem, de músico, a respeitar a todos e assim adquirir respeito. Ouvia o que ele fazia com o surdo, um instrumento genuinamente brasileiro, que teve um significado maior e uma maneira ímpar de ser executado depois dele”, disse Precão.

Ferrugem também rendeu homenagens ao percussionista, a quem chamou de “Rei do Balanço” e “outro nome do samba”. Já Bruno Cardoso, vocalista do Sorriso Maroto, agradeceu a inspiração que Antenor promovia e lembrou do prazer que era vê-lo no palco. “O número 1 do Surdo. Como era gostoso assisti-lo tocando. Simplesmente mágico. Um músico que conseguiu atravessar gerações com o seu toque em maestria. Obrigado por compartilhar comigo em meus trabalhos a sua música. Obrigado por eternizar o seu som nos trabalhos do Sorriso Maroto. Obrigado por ser inspiração pra mim e pra tantos músicos pagodeiros do nosso país e no mundo. Você é o melhor que nós temos. Sentiremos falta. Descanse em paz, mestre”, escreveu o cantor.

Veja um dos momentos em que Thiaguinho homenageou “Gordinho” no “Tardezinha”: