• 25 de março de 2022 às 16:30h
  • Clara Oliveira

Nos últimos dias, a história envolvendo um casal e um morador de rua ganhou a atenção da mídia. Givaldo Alves, de 48 anos, foi espancado por um personal trainer que o flagrou tendo relações sexuais com sua esposa. O profissional de educação física alegou, ainda, que o sem-teto teria estuprado sua companheira, que estava em um surto psicótico, segundo ele.

Ao portal Metrópoles, Givaldo declarou que a relação foi, sim, consensual. Além disso, ele contou que ela o convidou para entrar no veículo. “Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Aquela voz, insistentemente chamando, me fez olhar. Quando eu olhei, uma moça lindíssima demais. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou e disse ‘espera aí’. A moça veio até mim e disse: ‘Eu quero namorar com você’”, relembrou.

O morador de rua imediatamente respondeu: “Moça, eu sou morador de rua. Só tô bem vestido, como todo mundo. Não tenho condições nem de pagar um hotel. Então eu pude ouvir daquela boca, doce: ‘Não pode ser no meu carro?’”, continuou. “Agora você me calou. Se você nunca calou um homem, calou agora”, respondeu Gilvan.

Os dois, então, seguiram para uma rua mais tranquila, afastada da movimentação de pessoas e veículos, momentos antes de Givaldo ser espancado pelo personal Eduardo Alves. Durante a entrevista, o morador de rua deu detalhes da abordagem e contou que, inicialmente, pensou que fosse uma armadilha por ter ajudado uma outra mulher, que havia sido vítima de um atropelamento. Ao perceber que não, foi logo buscar ajuda médica.

“Do nada, uma mão deu um murro na janela da porta do motorista, o vidro estraçalhou, mas pela película não quebrou. Ela só deitou no outro banco, sem expressar reação. Recebi uma sessão de socos tão violenta, minha única alternativa foi sentar no banco e abrir a porta. A pessoa atravessou o carro, eu fiquei de pé e ele veio. Eu só vi mãos”, descreveu.

Confira o depoimento na íntegra: