• Geizon Paulo

Martinho da Vila revelou não gostar de fazer lives. (Divulgação/Leo Aversa)

Podem chamar Martinho da Vila para qualquer coisa, mas não o convidem para fazer uma live. O sambista, que está fora dos palcos desde março, revelou que não gosta desse tipo de formato de show. O motivo é a falta de retorno da plateia.

“Me pedem para fazer live, mas não faço. Não gosto. A atuação como intérprete é algo que tem resposta imediata. Se eu canto uma música que o público gosta, ele reage imediatamente, aplaude. Se a música é reflexiva, ele para e pensa, fica apreciando. Pela internet a gente não tem retorno. Não gosto disso, não”, disse o cantor, que lançou recentemente seu 55º álbum, “Rio: Só vendo a vista”, disponível nas plataformas digitais.

Se Martinho se manteve longe das lives, o tempo livre durante a pandemia serviu para o artista se reaproximar dos amigos, mesmo de forma virtual, e, também, para se lançar em novos projetos, como escrever um novo livro.

“Eu procuro, às vezes, ligar para amigos, pessoas que não falo há algum tempo. O que tem me salvado é computador. Eu leio as coisas, fico escrevendo. Neste período, escrevi um livro de contos. Nunca tinha feito um assim, apenas um de crônicas. Escrevi um conto, outro, e quando vi tinha virado um livro. Ainda estou revisando para ver se está como quero. Sempre tem alguma coisa que queremos mudar. Mas ainda não pensei em lançamento”, revelando que ainda não há previsão de quando a obra será publicada.

Durante a pandemia, sambista aproveitou para escrever um novo livro. (Divulgação/Leo Aversa)