Dizem que tudo na vida tem um preço. Será?

Segundo o jornalista Leo Dias, transformar uma música em hit nacional tem um valor e, através do Spotify, ele é classificado de acordo com o segmento.

Mas… como assim?

Depois de sacudir os perfis de fofoca no Instagram, com a matéria da “Máfia Digital”, chegou a vez das plataformas digitais, mais especificamente, do Spofity. De acordo com as informações apuradas por Leo Dias, o aplicativo hospeda playlists que, por conta de sua influência na formação de opinião e de streamings que possui, cobra pra adicionar as músicas, o que, segundo as normas da plataforma, é ilegal.

Durante o programa Holofote, que foi ao ar na noite de quarta, ele recebeu ligações e mensagens de diversos empresários, preocupados com uma possível repercussão negativa de seus artistas.

Ih, pelo visto eles têm culpa no cartório hein, afinal de contas, a carapuça serviu rs

“Quanto custa pra você se tornar um Hit Nacional? Quanto custa pra você entrar em uma playlist? A playlist é realmente orgânica? Descobrimos quanto custa pra você entrar numa playlist e tudo depende do ritmo, se você é do funk, do pagode, do sertanejo, cada um tem um determinado valor… Dizem que um sertanejo precisa de 70 mil reais pra bombar em uma música”, revelou Leo.

Na matéria, publicada no portal Metrópoles, ele destacou que “ainda que as playlists não sejam oficialmente feitas pelo Spotify, a ação não é legal já que artistas fazem uso desse “empurrãozinho” para impulsionar seus lançamentos. A intenção é sempre colocar a música no maior número possível de playlists para que a canção aumente o número de plays e, consequentemente, suba no ranking oficial do Spotify. A conta é simples: quanto maior a presença do lançamento, melhor a performance e maiores são as chances de emplacar nas principais playlists da plataforma”.

Ele reforçou que “há uma máfia que vende espaços em playlists nas plataformas de streaming. Além destes, também circulam nos bastidores que alguns artistas lançam mão de bots para catapultar seus lançamentos. Ou seja, programas que funcionam como ouvintes fantasmas/robôs que são programados para acessar automaticamente as músicas e aumentar os plays.

Dentro desse mercado paralelo, é possível comprar a quantidade de plays que o freguês desejar. Os valores variam de R$ 57 para 1000 plays até R$ 177 para 5000”, escreveu o colunista.