• Geizon Paulo

Whindersson Nunes e Felipe Netto ofereceram ajuda à menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada por tio (Foto: Montagem/Instagram)

Além da polêmica envolvendo questões referente ao direito ao aborto em casos de violência sexual, especialmente contra menores de idade, o caso da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo próprio tio, no Espírito Santo, vem despertando a solidariedade de alguns influenciadores, como Whindersson Nunes e Felipe Netto.

Sensibilizados com a violência sofrida pela criança, os dois youtubers prometeram ajudá-la com financiamento de tratamento psicológico e dos estudos da menina, até o fim da faculdade.

Whindersson e Felipe comentaram o caso, após religiosos realizarem um ato contra a interrupção da gravidez pela menor, em frente ao hospital em que ela estava internada para o procedimento. Aos gritos de “assassinos”, os manifestantes protestavam contra o aborto, que é legal em casos de estupro como o ocorrido com a garota.

“Meus amigos, uma criança de dez anos grávida não é um milagre de Deus, é um crime, para de ser maluco. A todos os evangélicos e católicos que me seguem, gente, dá para adorar a Deus e ter noção das coisas da vida”, escreveu Whindersson em seu perfil no Twitter, antes de oferecer auxílio à menor: “Alguém da família entre em contato, quero ajudar com toda assistência psicológica até os 18 anos.”

Felipe Netto seguiu o mesmo caminho. “Se você acha que uma criança de dez anos, grávida após estupro, deve ser obrigada a carregar o fruto e ter sua vida posta em risco, você representa o martelo, não Cristo. Não consigo parar de pensar na menina. Alguém da família, por favor, entre em contato. Me disponho a arcar com todos os custos de educação dela até o fim da faculdade”, tuitou o youtuber, que foi chamado de oportunista pela atitude. “Eu não tenho ideia de como contactar a família. Se tivesse, não tuitaria”, escreveu Felipe, em resposta às acusações.