• 02 de março de 2022 às 18:56h, atualizado às 19:02h
  • Clara Oliveira

Em entrevista ao podcast Bulldog Show, apresentado por Tuka Carvalho e Samyra Ponce, Ferrugem falou sobre o futuro e a união do pagode. Segundo ele, o gênero já cativou seu espaço no mundo da música e vai estar “vivo pra sempre”.

“O pagode vai estar vivo pra sempre. Tem muito pagodeiro, muito grupo de pagode. Dentro desses muitos grupos, vai pintar um novo Péricles, daqui a pouco vem um outro Ferrugem”, opinou.

Ferrugem defendeu, ainda, o fato de o segmento ser unido. Para ele, os artistas se ajudam profissionalmente, mesmo que nem todos sejam amigos, como é o seu caso.

“A galera diz que o pagode não é unido. Eu não sou amigo de todo mundo. Não sou amigo de geral do pagode, a verdade é essa. Tem uns caras que eu amo, que eu sou apaixonado, tem uns caras que eu não tenho intimidade e tem uns caras que eu não gosto. É normal. Não sou amigo de todo mundo, mas a gente se ajuda, profissionalmente”, declarou.

Em seguida, o intérprete relembrou o apoio que recebeu do Sorriso Maroto e enfatizou a importância de ajudar artistas da nova geração.

“O pagode se ajuda. Nego fala que o pagode não é unido, é mentira. O Sorriso Maroto foi no meu DVD quando eu não era nada, assim como eu vou no DVD dos amigos, como eu tô cantando com a rapaziada. Eu gosto de somar com a nova geração. O público tem que deixar com que isso flua naturalmente, deixa a molecada passar, eles tão pedindo passagem”.

Por fim, Ferrugem citou nomes da nova geração que vêm conquistando, cada vez mais, espaço no mercado, como o grupo Di Propósito, Robinho, Guga Nandes e Caju Pra Baixo.

“O Di Propósito tá pedindo passagem, tá fazendo um p#t@ de um trabalho maneiro. Tem que passar. O Robinho tá pedindo passagem. Tem que passar porque é bom. A gente não pode travar só porque chegou agora. Eu senti isso na carne, é ruim. A gente tem que deixar passar, tem um monte de gente boa. Tem o Guga, Caju [Pra Baixo], uma porrada de grupo f#d@”.