• Geizon Paulo

Em live, Ferrugem pede para deixar de ser rotulado como “bolsominion”! (Foto: Reprodução: Instagram)

O cantor Ferrugem criticou ser rotulado por um suposto posicionamento político de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. “Parem de me chamar de bolsominion”, disse o cantor em live realizada nesta terça-feira (11), no perfil Rap Mais, no Instagram.

O assunto surgiu quando o pagodeiro, que é fã assumido de rap, foi questionado pelo jornalista André Bernardo, sobre o fato de poder desenvolver um discurso mais político em um eventual rap versado por ele, algo bastante característico do gênero musical. Ferrugem negou essa possibilidade, dizendo que não poderia falar daquilo que não entende e aproveitou para pedir que deixem de vinculá-lo ao presidente ou a qualquer movimento político.

“Pessoal fica me chamando de bolsominion! Eu não votei no cara! Na verdade, eu nem votei. Tive que justificar o meu voto porque estava trabalhando. Não sou Bolsonaro, não sou Haddad, não sou PT”, disse Ferrugem, que revelou torcer pelo bem do país e pelo fim da corrupção.

Apesar de não ter votado em Bolsonaro, o pagodeiro disse ter se decepcionado com o atual presidente. “Achei que ele fosse acabar com a corrupção, mas me decepcionei”, lamentou. Na entrevista, Ferrugem também revelou jamais ter concordado com as falas controversas de Bolsonaro, apesar de ter dito, no período eleitoral pré-eleitoral que o então candidato era apenas mal compreendido.

Encerrando os comentários políticos abordados no bate-papo, Ferrugem comentou o fato de alguns movimentos políticos terem se “apropriado” da bandeira do Brasil e convocou a quem ama o país a recuperar o símbolo nacional com orgulho. “Se você ama o seu país, use a bandeira com orgulho. Partido político passa, político passa, mas o amor ao seu país, não”.

Na live com o Rap Mais, Ferrugem também falou sobre ter aproveitado a quarentena para estudar a como fazer beats, revelou o desejo de produzir artistas de rap e revelou estar produzindo um álbum próprio, com as ideias de raps que tem. O pagodeiro comentou ainda as críticas que fazem ao seu trabalho junto ao rap. “Tem gente falando: ‘Nossa, que horrível! Manda muito mal!’, mas isso não mexe comigo. Quando eu comecei no pagode, muita gente falava que eu não era bom, que eu não tava pronto…”, disse.