• FM O Dia

Escritora, terapeuta e influencer, Thamires Hauch virou celebridade nas redes sociais, principalmente entre o público feminino.

Autora do livro “Faça o Amor Ser Fácil”, que está entre os mais vendidos nas lojas digitais, ela viu seu Insta decolar e atingir a marca de 1 milhão de seguidores (@thamireshauch). 

Mas, nada foi por acaso. A influencer (que influencia de verdade) fez uma grande mudança no seu perfil. Apagou fotos que, pra ela, não faziam mais sentido e procurou fazer a diferença na vida das mulheres através de mensagens de autoestima e valorização.

“Eu me peguei num grande desencontro, perdida em mim. Não reconhecia mais aquela mulher e o que ela aparentava. No fundo, eu sabia que podia mais, eu sabia que tinha mais coisa pra sair dali… Foi um encerramento clássico de ciclo em que precisei de muita coragem pra virar a página. Me perguntei: “O que mais eu posso mostrar ao mundo?”. E como resposta, inicialmente, surgiu a escrita – um instrumento potente presente em mim desde a infância. E cá estamos”, destacou.

Thamires acredita que, por mais que as mulheres venham conquistando, cada vez mais, papeis de destaque e protagonismo, ainda falta representatividade na sociedade.

“Estamos ocupando novos e grandes espaços, mas a batalha é dura e a jornada é longa. A gente quer (e tem que querer) ver muito mais mulheres no poder, na política, por exemplo, tomando grandes decisões por nós. Não podemos achar que está tudo bem, porque está longe de estar. Ainda somos minoria”, disse.

DIRECT DA HAUCH

Com tanto engajamento, é normal ver a caixa de mensagens (direct) lotada. Thamires conta que muita gente relata suas histórias em busca de que ela indique uma solução.

“Meu direct é super tranquilo em relação ao que recebo. Apesar de muito movimentado, são sempre interações com os conteúdos ou mensagens no estilo relato relacionado a algo que postei. As mulheres são nota mil! Também recebo histórias detalhadas e quilométricas na esperança de que eu encontre soluções, sempre tem! rs”, contou.

Através de tantas mensagens, a escritora conseguiu identificar um “padrão” que lidera os anseios e cobranças do seu “público”:

“Vejo como principal cobrança a questão relacional: ‘Devo ser uma mulher valorizada (…) Como fazer isso (…) Para que possa, então, ser escolhida’. A urgência em “ter alguém”, ainda que esse alguém não valha o tempo investido. Se não namoraram ou estão há muito tempo solteiras, se julgam com “defeito”.  É um efeito social”, destacou.


AS SEGUIDORAS CONTAM

“Eu já passei por inúmeras situações que ela fala. Esses “alecrins do pântano já passaram na minha vida. Eu sigo porque tudo que ela posta é uma extensão da realidade que vivemos com os homens, que tentan nos enganar, chantagear, manipular e mentir o tempo todo. Eles subestimam nossa inteligência achando que nós, mulheres, somos objetos para eles bricarem. Os posts dela são uma tapa na cara pra gente acordar e se enxergar onde estamos nos metendo”. (Lilli Nascimento). 

“Eu comecei a seguir porque ela tem uma pegada muito de empoderamento das mulheres. Ela traz no conteúdo muitas situações que estão inseridas no meu contexto cotidiano e com as quais eu me identifico. Além de tudo isso, ela fala umas verdades que a gente precisa ouvir de forma muito leve, o que ajuda a gente a rir de si mesma, tornando todo o processo de autoconhecimento mais fácil de lidar. Eu sou muito fã dela”. (Vanessa Augusto).

QUEM PAGA A CONTA NO RESTAURANTE?

O dilema do mundo moderno: quem paga a conta do restaurante? Ela responde: “Por reparação histórica, homens!”.

E continua:

“Mulheres ganham até 33% menos que homens nas mesmas profissões do topo.

Mulheres gastam muito mais com salão e cosméticos.

Mulheres vivem dupla jornada.

Fim! Rs

É gentil que o homem pague ou se ofereça, mas, claro, casa casal acorda o que lhes é conveniente”, Finalizou.