• Marco Serra
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Mais um dia 13 de março e mais um álbum do Djonga, Histórias da Minha Área“. O rapper mineiro conquista cada vez mais seu espaço na cena musical brasileira, lançando um álbum por ano, e sempre na mesma data. Segundo ele, para mostrar que “um raio cai duas vezes no mesmo lugar”.

Nascido em Belo Horizonte, Gustavo Pereira Marques é o nome do rap nacional na atualidade, mas esse status não veio do nada. Como o próprio rapper diz: “quem viu os 3 anos de ascensão, não viu os 20 de trabalho”. Com a cena musical concentrada no eixo Rio-São Paulo, Djonga luta, junto com outros nomes de BH, buscar o reconhecimento merecido e mostrar que a sua área é um polo de grandes talentos.

“Tem que ter estilo. Senão não é arte, é panfleto. E panfleto deixa para outro entregar.”

 O rapper ficou conhecido nacionalmente pela sua participação no projeto “Poetas no Topo”, além de algumas participações especiais em outros sons como “DVersos”.

Suas músicas chamam atenção pelas letras afiadas, lotadas de críticas sociais, além de uma voz agressiva, herança do funk, que é uma de suas grandes referências. Essa influência se torna nítida em “Histórias da Minha Área”, onde Djonga mostra suas origens e o que vivenciou na sua infância e adolescência.

“Nós é rival nesse jogo man, 

guarda o sorriso que eu não fiz pra te agradar,

são tipo meu apêndice, não serve pra nada,

mas não vou deixar de tirar” 

Referências e trocadilhos precisos são outras das armas de Djonga para passar as suas ideias. Além de citar de mitologia grega a Jorge Amado, foi ele que criou um dos hinos mais icônicos dessa geração: “Fogo nos racistas”.

Além das letras, a agressividade e crítica estão também no visual. Todos seus álbuns têm uma capa polêmica e questionadora. “Histórias da Minha Área” não poderia ser diferente.

 

djonga-album

 

O álbum mostrou pra que veio e, logo nos primeiros dias de lançamento, já emplaca 3 faixas no “Em alta” da seção musical do Youtube.  E se levarmos em consideração os outros trabalhos de Djonga, podemos esperar muito mais, já que os seus 3 últimos projetos receberam diversas premiações, inclusive de “Melhor Álbum do Ano”.

O Cara de Óculos”, “Gelo” e “Oto Patamá” já somam juntas 6 milhões de visualizações em apenas uma semana. Vamos conferir o que Djonga tem pra falar nelas!