• 03 de janeiro de 2022 às 14:05h, atualizado às 14:51h
  • Antônio Jordão

Com mais de 25 anos de carreira e um nome consolidado no cenário do funk no Brasil, DJ Tubarão, ao lado de David Brazil, foi entrevistado pela dupla Tuka Carvalho e Samyra Ponce, apresentadores do podcast Bulldog Show. Durante a conversa, o produtor musical declarou que o funk carioca não é unido e apontou certa mágoa em relação à Ludmilla, segundo ele, por falta de reconhecimento.

“Se o funk carioca fosse unido, não tinha pra ninguém. Só que não é. É cada um olhando pra sua barriga, pro seu pé, pro seu umbigo”, disparou.

“A Ludmilla agora, nesse lance do Rainha da Favela, não me chamou, não falou meu nome”, contou. Em novembro de 2021, a artista ganhou um documentário de seis episódios na plataforma Globoplay, chamado “Ludmilla: Rainha da Favela”, em que são exibidos os bastidores de sua carreira.

Ao Bulldog Show, o DJ falou sobre o início da trajetória de Ludmilla, época em que ele participou e auxiliou na escolha dos rumos da carreira da funkeira, que foi apresentada ao mundo da música como MC Beyoncé.

“A mãe dela, quando me ligou pra ser o empresário dela, eu falei ‘ó, não sou empresário de ninguém não, mas se a senhora quiser, eu te apresento quatro empresários’”, recordou.

Em seguida, ele negou que tenha obtido qualquer lucro com a cantora:

“Todo mundo fala até hoje que eu sou sócio da Ludmilla, que eu ganhei dinheiro com a Ludmilla. Nunca fiz nada. Levei ela pra lá, apresentei pro Alexandre [Baptestini], na semana seguinte, a gente levou pra gravadora [Warner]. Fiz o trâmite, apresentei”.

Tubarão pontuou, ainda, que não considera ingratidão, mas fica chateado com a falta de reconhecimento.

“Durante um bom tempo, a mãe dela, e a Ludmilla também, toda vez que me viam, agradeciam: ‘você mudou a nossa vida’”, lembrou.

“Só que a vida do artista anda e ele acaba esquecendo um pouco o que aconteceu lá atrás. Me deixa um pouco chateado, mas já tô acostumado com isso”, finalizou o DJ.

Confira a entrevista completa: