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Quarta feira todo mundo já sabe que é dia de Resenha Proibidona na programação da FM O Dia. Leo Dias e Dedé Galvão conversaram, na abertura do programa, sobre as duras críticas que a atriz Juliana Paes sofreu nos últimos dias. Pra quem não sabe do que se trata, Juliana defendeu, publicamente, a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi. Ela considerou machista a conduta de senadores com a médica durante a CPI da Covid.

Léo destacou que Juliana foi interpretada de maneira equivocada e criticou o fato de que o público exige posicionamento político da classe artística. Ele acha que as pessoas têm, e devem ter, o direito de ficarem isentas de discursos políticos.

“Coitada da Juliana Paes, o discurso dela, que me pareceu um discurso sensato, ponderado, apaziguador, de não querer tomar partido de absolutamente ninguém, foi mal interpretado.

Eu acho que, sinceramente, foi mal interpretado, Eu acho que o não querer tomar partido é uma posição e tem que ser respeitada.

A questão é que, as pessoas, hoje em dia, não respeitam mais o fato da pessoa não querer tomar partido de nenhuma situação”, disse.

Sobrou pra Samantha Schmütz

Leo continuou e também criticou quem se posiciona somente quando é conveniente:

“Você não se identificar com um cenário político, você tem todo esse direito. A questão é, as pessoas e os artistas não têm mais esse direito, porque é a própria classe artística é que detona.

O que mais me impressiona, o que mais me choca, é que pessoas que não levantavam bandeiras políticas passaram a levantar, depois da morte de uma pessoa que era conhecida sua.

Ah, tocou no meu calo e agora que vou tomar partido? Não! Você não pensa no coletivo, você só pensa nos seus, naquelas pessoas que são próximas a você.

Então, a Samantha só resolveu tomar partido e virar uma militante após a morte do Paulo Gustavo? Porque antes ela não tinha partido. Como é que é isso?

Então, ela não pensa no coletivo. Então ela pensa só nos amiguinhos?”, destacou.