Em entrevista ao locutor Rodrigo Pepicon, da FM O Dia, o ativista e fundador da Central Única das Favelas, Celso Athayde, falou sobre a importância da celebração do Dia da Favela, comemorado nesta quinta-feira, dia 4 de novembro. Presente em mais de vinte países, a maior Organização não Governamental focada nas favelas do Brasil existe há mais de 25 anos.

A data existe desde 1900, quando o termo apareceu, pela primeira vez, em um documento oficial. Neste ano, o homenageado será o sambista Arlindo Cruz, que sempre fez questão de mencionar as comunidades em suas letras.

“Em 2006, ele também tava com a gente fazendo o Dia da Favela e, nesse ano, ele vai ser o nosso homenageado. Às 18h, a gente vai cantar uma música dele, que é Ave Maria, como uma forma de homenageá-lo em música e também nas artes que a gente vai estar disponibilizando no país nesse dia de hoje”, explicou o idealizador da CUFA.

A homenagem ao músico será feita na Escola República de El Salvador, no bairro Piedade, Zona Norte do Rio, onde o sambista estudou. Arlindinho, filho do sambista, e Dudu Nobre, grande amigo de Arlindo, estarão presentes na apresentação.

De acordo com Celso, 4 de novembro não é dia de comemorar a existência das favelas, e sim de “homenagear os moradores desses territórios que sempre foram potentes e que sempre serão potentes, porque favela não pode ser sinônimo de carência, precisa ser sinônimo de potência”.

Confira a entrevista na íntegra: