• Duda Gimenes

Já não é novidade pra ninguém que a Anitta tá alavancando, internacionalmente, sua carreira profissional.

A carioca já compõe em outras línguas, é familiarizada com a cidade de Miami e, agora, é capa da revista norte-americana Allure.

Em entrevista à Allure, Anitta falou sobre carreira, cirurgias plásticas, sexualidade e comentou, também, sobre o lançamento de seu novo single “Girl From Rio”.

A patroa, que já fez rinoplastia, remodelagem do queixo e redução de seios, revelou que gosta de mudar a sua aparência e que sempre deixou claro, aos seus fãs, que já havia passado por procedimentos estéticos:

“Eu me aceito, mas eu gosto de mudar. Para mim, [fazer uma cirurgia plástica] é como mudar meu cabelo” e completou “Eu penso nos jovens vendo uma revista ou o Instagram e dizendo ‘Como eu queria ter nascido assim. Ela é linda. A vida dela é perfeita’, e se sentindo mal. Para mim, há duas opções: ou meus fãs vão saber a verdade – por exemplo, que eu sou cheia de plásticas –, ou eles vão saber que eu sou uma mentirosa”

Anitta é, também, um símbolo da liberdade e empoderamento. A cantora disse, que seu desejo é que as pessoas sejam o que elas queiram ser sem julgamento:

“Quando eu estou no palco balançando a bunda ou mostrando meu corpo, eu não estou pensando [em ser sexual]. Estou pensando em liberdade. Porque tudo que eu quero é que as pessoas sejam livres para ser quem elas quiserem sem julgamento. E o jeito como meu cérebro funciona é, tipo, se eu forço os limites, se às vezes eu dou um passo além, é assim que eu quebro barreiras, mas essa é a Anitta, não a Larissa. A Larissa não é muito de rebolar a bunda”.

Na série da Netflix “Anitta: Made in Honório”, a cantora expôs o seu lado ‘mandona’ quando se trata de trabalho. Ela explicou à revista, que sofreu ataques sexuais aos 14 anos de idade e que isso fez nascer a personagem ‘Anitta’ – uma mulher corajosa.

“Faz muito pouco tempo que eu parei de achar que isso [ataque sexual] era culpa minha… A Anitta nasceu da minha vontade e necessidade de ser uma mulher corajosa, que nunca ninguém pudesse machucar, que nunca ninguém pudesse fazer chorar, que nunca ninguém pudesse magoar, que sempre tivesse uma saída pra tudo. Eu criei essa personagem aí”, disse.

Anitta é uma garota do Rio e é ‘o som e o espírito do Brasil’, como definido pela Allure:

“Na história das exportações brasileiras, talvez nada represente melhor o verdadeiro gosto do país do que Anitta. Ela não é uma top model, uma estrela de cinema, ou uma musa desfilando pelas areias de Ipanema. Ela é uma garota das favelas, que aprendeu a cantar na igreja, fez curso técnico em administração, e ascendeu à fama global impulsionada por garra, determinação e uma música de batidas graves que te faz querer descer até o chão”