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Estácio de Sá

Fundação 27/02/1955
Cores Vermelha e Branca
Presidente Leziário Jerônimo do Nascimento
Quadra Av. Salvador de Sá, 208/208, Cidade Nova – CEP 20211-260
Telefone Quadra (21) 2504-2883
Internet www.gresestaciodesa.com.br
Imprensa Enildo do Rosário (Viola)
Tel.: (21) 97042-3109
Enredo 2020 “Pedra”
Diretor de Carnaval Mário Mattos e Marcão Selva
Carnavalescos Rosa Magalhães
Mestre de Bateria Chuvisco
Rainha de Bateria Jack Maia
Mestre-Sala e Porta-Bandeira José Roberto e Alcione Carvalho
Comissão de Frente Ariadne Lax
“Pedra”
A pedra, para o ser humano, representa a permanência do tempo. A camada externa e dura da Terra, a rocha.

A beleza sólida desse material é a essência de nosso planeta. E foi essa beleza sólida que nossos ancestrais usaram como caminho para registrar suas passagens pelo mundo.

Descobriu-se a beleza dos diamantes, de tantas pedras preciosas ou semipreciosas e do ouro. Foi esta uma das primeiras atividades de exploração dos homens no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais, no século XVIII. A partir de 1771, criou-se a Real Extração, sob o controle da Coroa portuguesa, decreto que durou até mesmo depois da Proclamação da Independência. Foram as primeiras pedras que trilhamos no nosso caminho.

E vamos seguir pela estrada de Minas, pedregosa…

O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu e cresceu em Itabira, em Minas. Da janela de seu quarto, costumava observar o perfil montanhoso cujo destaque era o pico do Cauê.

‘’Chego à sacada e vejo minha serra, a serra de meu pai e meu avô, a serra que não passa … Essa manhã acordo e não a encontro britada em bilhões de lascas…”

Fora-se a Pedra, engolida pelo enorme trem, fora-se a pedra do poeta.

Outro escritor mineiro, Guimarães Rosa, enfocou “a biodiversidade do cerrado e o relevo constituído pelo calcário, rocha maleável e moldável pela ação das águas. O Morro da Garça só emite recados porque é uma pirâmide no meio de Minas e de uma história imemorial do garimpo, da pecuária, dos boiadeiros viajantes e da surda vidência sertaneja.”

Outra pedra que faz parte do nosso caminho é a Serra dos Carajás. Recebeu o nome de seus antigos moradores – os índios Carajás. Segundo suas crenças, eles nasciam do interior do solo – solo rico e pedregoso, repleto de grutas. Quando nasciam, saíam desse mundo subterrâneo para ir habitar a superfície.

A região é uma pedra enorme toda feita de ferro, e em seu entorno nascem pequenas cidades. Segundo uma artesã do Centro Mulheres de Barro, na cidade de Parauapebas, surgiram muitos conflitos por aquele rico pedaço de chão.

A própria cidade é um amálgama de pessoas vindas de todos os cantos do Brasil. Vêm do norte e do nordeste, do sul e do sudeste, vêm do centro e vêm do leste. Todas sonhando em extrair daquela terra as muitas riquezas que ela guarda. E acabam também formando uma amostra da variedade do povo brasileiro.

A rocha mais antiga que conhecemos uma lasca com pouco mais de dois centímetros, foi coletada na Lua pelos astronautas da nave Apollo. Tem quatro bilhões de anos.

A nossa Terra, vista da Lua, ainda é linda, azulzinha… Até quando?

Carnaval 2020
Rosa Magalhães

Texto Distribuído à imprensa

“Pedra”
Autores: Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller
Intérprete: Serginho do Porto

Vai, São Carlos
À força dos ancestrais
Pedra fundamental do samba
Batalhas e rituais
Paredes que contam histórias
Na sede pela vitória
Sagrada, talhada, encravada no chão
Conduz meu pavilhão

Ê roda pra lá, ê roda pra cá
Brilha na estrada seguindo o caminho do mar             (bis)
Diamantes e amores, sedução e fantasia
A riqueza dos senhores dos escravos alforria

No verso duro a inspiração
Da serra do meu pai e meu avô
O trem que leva a produção
Das minas a tinta do grande escritor
Vem peneirar, peneirar
O garimpo traz o ouro e a cobiça dos mortais
Peneirar, peneirar
Devastando a natureza no Pará dos Carajás
Da lua, de Jorge, eu vejo o Planeta Azul chorar
Atire a pedra quem não tem espelho
Quero meu rubi vermelho
Pra minha Estácio de Sá

O poder que emana do alto da pedreira
Tem alma justiceira e garra de leão                    (bis)
Senhor, não deixa um filho seu sozinho
Tirando pedras do meu caminho

Copyright: Editora Musical Escola de Samba Ltda.

BLOCOS DE RUA

Julho, 2020

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