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Beija-Flor

Fundação 25/12/1948
Cores Azul e Branco
Presidente de Honra Aniz Abrahão David
Presidente Ricardo Abrão
Quadra Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 – Nilópolis – RJ
Cep: 26.050-032
Telefone Quadra (21) 2791-2866
Barracão Cidade do Samba (Barracão nº 11) – Rua Rivadávia Correa, nº 60 – Gamboa
CEP: 20.220-290
Telefone Barracão (21) 2233-5889
Internet www.beija-flor.com.br
Imprensa Natália Louise
Telefone: (21) 98195-5798
Enredo 2019 “Quem não viu vai ver… As fábulas do Beija-Flor”
Diretor de Carnaval Laila
Carnavalescos Victor Santos, Bianca Behrends, Rodrigo Pacheco, Léo Mídia, Cid Carvalho e Válber Frutuoso
Mestres de Bateria Rodney e Plínio
Rainha de Bateria Raíssa de Oliveira
Mestre-Sala e Porta-Bandeira Claudinho e Selminha Sorriso
Comissão de Frente Marcelo Misailidis
“As Fábulas do Beija-Flor
Uma lágrima sentida caiu dos olhos da Vovó, lembrando imagens de crianças e do velho tempo que passou. Olhem o céu que maravilha! Retalhos de nuvens, bordados de estrelas… Iluminada pelo sol da meia-noite, a natureza vem mostrar sua beleza.

Pela porta da imaginação, galopando em cavalos alados, chegamos ao País das Maravilhas. Recebidos por soldadinhos de chumbo, entramos na floresta onde os animais falam e as plantas cantam; tudo neste mundo é encantado!

Com o despontar da primavera, tirem do passado a nobreza, e do futuro, a magia da surpresa! Criem a mais linda fantasia, delirem no universo fantástico deste canto de emoção!

Não chore não Vovó, não chore não! Veja quanta alegria dentro da recordação! Hoje, novamente sou livre, sou criança Beija-Flor; nessa bela fantasia, brindando à vitória do amor!

Pousarei nos luxuriantes Jardins das Delícias onde repousa o gigante em berço esplêndido. Celebrarei os donos da terra, sua cultura, suas lendas e seus rituais mágicos. Lavarei a alma e matarei a sede nas águas do rio mar, acompanhado de Caruanas e Amazonas à luz do luar. Ensinarei a dádiva da preservação das nossas riquezas, que estão abaixo e acima do solo; e revisitarei diversos cantos e recantos desse torrão miscigenado. Ouvirei ainda poemas encantados de amor; renascendo nas águas de um paraíso hospitaleiro de onde se avista o sol primeiro. Me tornarei candango e calango na capital da esperança e, traçando o destino ainda criança, me transfigurarei em brilho de fogo sob o sol do novo dia.

​Recordarei a grandiosidade da nossa cultura, múltipla, diversificada. Sonharei com rei e acertarei no leão. Ouvirei novamente aquela inesquecível voz de cristal encantando corações; me emocionarei com a sensibilidade da Dama das Bromélias; reviverei um tempo que passou, uma lembrança que ficou, para encontrar, lá no Cachoeiro, o Rei ainda menino e; finalmente, quando o amor invadir as almas e a magia trouxer  inspiração, triunfará uma canção para embalar os corações.

Porém, entristecido, constatarei que não somos o Brasil das maravilhas. Verei que os trabalhadores mais humildes continuam carregando o peso descomunal dos impostos, enquanto os “donos do poder” se esbaldam em farras bancadas com dinheiro público. Serei mais uma vez o porta-voz dos excluídos contra as mazelas que corroem as nossas riquezas, por que faz parte da minha missão.

Retirarei das imensas lixeiras desse país, restos de luxo, convocando o povo para um grande Bal Masqué. Fazendo, da própria angústia, um grito de desabafo: ratos e urubus, larguem nossas fantasias! Chega de ganhar tão pouco, chega de sufoco e de covardia! Parem com essa ganância, pois a tolerância pode se acabar um dia! Oh! Pátria amada, por onde andarás? Seus filhos já não aguentam mais!

É bem verdade, Vovó, que de lá pra cá, tudo se transformou. Mas a vitória da folia ficou no encanto do meu povo, que brinca sambando quando samba a Beija-Flor!

Texto Distribuído à imprensa

Comissão de Carnaval: Victor Santos, Bianca Behrends, Rodrigo Pacheco, Léo Mídia, Cid Carvalho e Válber Frutuoso

“Quem Não Viu, Vai Ver… As fábulas do Beija-Flor”
Autores: Di Menor BF, Júlio Assis, Kiraizinho, Diego Oliveira, Fabinho Ferreira, Diogo Rosa, Serginho Aguiar, Dr. Rogério, Kaká Kalmão, Márcio França, Jorge Aila e Carlinhos
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

 

Nascido feito o rei menino
Em ninho de amor e humildade
Meu pai direcionou o meu destino
Voar nas asas da felicidade
E arrisquei um vôo nesse lindo azul
Um mundo encantado pude recordar
Em fábulas bordei a fantasia
Ê saudade que mareja o meu olhar
Herdeiro dessa terra me tornei
Cantei nossos recantos, tradições
Sou eu aquele festival de prata
Que na pista arrebata tantos corações
Ô ô ô ô axé no sangue herdei
No meu quilombo, todo negro é rei

Abre a senzala!! Abre a senzala!!
Nesse terreiro o samba é voz que não cala

Cresci, ouvindo acordes entre doces melodias
A bela dama retratada em poesia e o canto de cristal
A simplicidade no amor, aquele beijo na flor
Fez mais um sonho real
Pátria amada da ganância
Eu pedi socorro pelos filhos teus
Algoz da intolerância
Mesmo proibido, fui a voz de deus
Toda essa grandeza, vem da nossa gente
Que esquece a dor e só quer sambar
É por esse amor que o meu valor me faz brilhar
Comunidade que me ensinou
A ser apaixonado como eu sou
Comunidade que me ensinou
Ontem, hoje, sempre beija-flor

Oh deusa
Tem festa no meu coração
Desfilo toda gratidão
Razão do meu cantar, a luz do meu viver
O que seria de mim sem você

Copyright: Editora Musical Escola de Samba Ltda.

BLOCOS DE RUA

Outubro, 2019

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