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Faroeste Caboclo

Publicado 14 de Junho de 2012

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Legião Urbana 30 Anos

Um jovem que tem a infância marcada pela violência, representada pela morte do pai a tiros, e que tem bandido como exemplo. Um jovem que só queria ganhar o mundo, enfrentar o preconceito e ser alguém na vida. Para isso, foi necessário cair na estrada. O caminho do tráfico lhe pareceu mais curto. E o amor? Ah, ele apareceu, mas não foi o suficiente…

A história parece atual pra você? É por isso que a FM O Dia, junto com o Revelação e o AR 21, tem o prazer de apresentar “Faroeste Caboclo”, nossa homenagem aos 30 anos da banda que acabou há mais de 15 anos, mas que até hoje “canta” a realidade do nosso país: Legião Urbana.

Breve História da banda

Legião Urbana - História da BandaNesse ano de 2012 o Brasil comemora 30 anos de uma revolução musical. Uma revolução tão grande, mas tão grande, que até hoje nascem fãs de uma banda que já não existe desde 1996.

Na classe média de Brasília, centro do poder no período militar, um grupo de jovens “punks” se formava. No início da década de 80, o grupo conhecido como “Turma da Colina” tinha muito para dizer.

A pobreza não fazia parte da vida de nenhum deles, muito pelo contrário: eram cultos, formados em bons colégios, viajados…

Legião Urbana - História da BandaMas encantados pela anarquia. O resultado da junção de dois projetos musicais distintos chamados Aborto Elétrico e Trovador Solitário foi o encontro entre Marcelo Bonfá, Dado Villa-Lobos e Renato Russo, a Legião Urbana.

 

 

Faroeste Caboclo, 1987

Uma música de mais de nove minutos que entrou no gosto popular. Essa é a frase que pode definir “Faroeste Caboclo”. 159 versos, com uma harmonia fácil de ser tocada. Renato Russo escreveu a música em 1979, antes mesmo do início da Legião, que aconteceu em 1982. Porém, ela só foi apresentada em 1983, no Morro da Urca. Gravada mesmo, de fato, ela só foi em 1987.

Legião Urbana - História da Banda

A canção conta uma história que a gente vê por aí até hoje. João de Santo Cristo é um nordestino, negro, que sai da sua terra para tentar sobreviver em Brasília. Lá tentou a vida honesta de carpinteiro, até conhecer as “facilidades” da vida de bandido. Vira traficante, é preso, e como toda história, no meio do caminho se apaixona.

Mas o amor não é o suficiente para mudar a vida de João de Santo Cristo. O grande personagem da música tenta largar o crime, mas já era tarde. Não, o final não é feliz. João não sobrevive à vida que escolheu. A música, mesmo mais de vinte anos depois, continua contando a realidade de muitos brasileiros.

Uma música de nove minutos, 159 versos (nenhum repetido), que demorou meses para sair do papel parece muito uma história de filme. E a história de João de Santo Cristo virou roteiro de cinema, e chega ainda esse ano às telonas. Mesmo ano em que entrará em cartaz “Somos tão jovens”, cinebiografia de Renato Russo.

Legião Urbana - História da Banda

“Faroeste Caboclo, O Filme”, tem roteiro de Marcos Bernstein e Victor Atherino. A direção fica a cargo de René Sampaio, o idealizador do projeto.

“Fazê-lo mudou minha percepção sobre tudo”, confessa o diretor. “Talvez fosse impossível ser mais admirador de Renato Russo do que eu sempre fui. Eu fiz porque acho que a música é uma coisa diferente de tudo que eles fizeram. Focamos no drama humano: no relacionamento com a Maria Lúcia, o grande amor transformador, as fraquezas, por que ele vira bandido. Essa ambiguidade a gente buscou no filme. Longe de querer defender o bandido ou vitimizar, buscamos um ser humano.”

René nada mais é do que um grande fã do Legião, que como muitos outros, acreditaram que a música daria um filme. Ele explicou seus motivos para se envolver no projeto: “Quando eu ouvi a música, eu vi o drama. A gente buscou trazer o que a música tem de palpável e emocional para dentro de uma história. Na verdade, esse filme começou em 1987, pelo menos pra mim, quando eu ouvi pela primeira vez a música. Eu devia ter uns 13, 14 anos e me empolguei muito com a história. Pensei: ‘Pô, isso daria um filme’. Adaptar foi transformar essa linguagem musical em alguma coisa que respeitasse as regras do cinema.”

A estreia do filme está marcada para dia 26 de outubro desse ano e tem Isis Valverde no elenco, como Maria Lúcia e Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo.

“Uma das músicas mais polêmicas da Legião”. É assim que o Diretor Artístico da FM O Dia, Marcson Muller, idealizador do projeto, define “Faroeste Caboclo”. “É uma música que continua retratando os dias de hoje”.

É por isso que a FM O Dia, sempre na frente, se envolveu em um projeto grandioso: a regravação de uma das músicas mais famosas da história do rock brasileiro, em uma releitura com um dos grupos mais importantes da atualidade, o Revelação. Para completar uma mistura que deu certo: o AR21, grupo originado do Projeto Afroreggae.

Grupo Revelação

Revelação - Faroeste CabocloO Revelação entrou na história da gravação por conta da iniciativa foi do próprio Xande de Pilares, vocalista do grupo, que quis participar da ideia da rádio. Na infância o cantor costumava cantar a música. Na época, era comum uma “disputa” entre os jovens para saber quem cantaria a canção, de mais de nove minutos, sem errar. Xande costumava brincar com a irmã, que, segundo o próprio, “vai ficar nervosa quando escutar”.

Regravar Legião Urbana não é exatamente uma novidade para o grupo. É com eles que o Bom Gosto gravou, em 2010, a música “Pais e Filhos”, com exclusividade para a FM O Dia. “Pais e filhos” faz, hoje em dia, parte do repertório dos dois grupos.

Revelação - Faroeste Caboclo

Afroreggae

A gravação de “Faroeste Caboclo” com Revelação com o AR21 teve como grande destaque a comunidade. O coral é de crianças e jovens do Afroreggae, além da Orquestra de Cordas, que também é da favela.

AR 21 - Faroeste CabocloUm jovem que tem a infância marcada pela violência, representada pela morte do pai a tiros, e que tem bandido como exemplo de vida é o protagonista de “Faroeste Caboclo”. Ele queria ganhar o mundo, enfrentar o preconceito e ser alguém na vida.

Para isso, saiu de casa e caiu na estrada. O caminho do trabalho pode, por vezes, parecer mais longo, por essa razão ele tomou o rumo da vida bandida, do tráfico, e, até mesmo do amor. Mas esse tal amor pela Maria Lucia não foi capaz de fazê-lo voltar atrás em uma escolha ruim.

A história de João de Santo Cristo foi escrita há 30 anos, é uma história fictícia, mas ainda remete aos dias de hoje. Quantos como ele ainda não existem nas comunidades?

Mas o caminho de volta existe sim. É exatamente o que o projeto Afroreggae faz questão de ensinar. Baseados na disseminação da cultura, principalmente, o grupo tem como objetivo desviar os jovens do caminho do tráfico para o das artes.

O resultado a gente consegue sentir na música: a equipe envolvida na nossa gravação tinha tudo para “se perder”, como João de Santo Cristo, mas voltou toda a sua energia para a música.

AR 21 - Faroeste Caboclo

O AR 21 representa o Afroreggae e todos os outros jovens de comunidades como Vigário Geral, Morro do Cantagalo, Parada de Lucas e Complexo do Alemão, onde o grupo atua, além de mais 65 projetos pelo Brasil afora.

A FM O dia tem o prazer de apresentar, em nossa programação, a partir desse dia 15 de junho, o resultado de uma ideia pequenininha, que terminou muito grande. Um dos maiores clássicos da história da música nacional, regravada em um dos ritmos mais populares do Brasil.

Uma mistura que dá certo, que a gente acredita, e que com certeza dá samba!

Faroeste Caboclo

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu

Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: “Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar”

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

“Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar”
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar

E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar

Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
“Tem bagulho bom ai!”
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
“Vocês vão ver, eu vou pegar vocês”

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
“Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter”

O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

“Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão

E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião”
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
“Você perdeu sua vida, meu irmão”

“Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão”

Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina

Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
“Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar”

Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir

Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
“Se a via-crucis virou circo, estou aqui”

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

“Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz…

Sofrer…



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