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Naldo

Publicado 21 de Maio de 2012

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O cara virou tão celebridade, mas tão celebridade, que quando a gente procura por ele na Internet encontra quase de tudo: a última viagem, fotos nos sites de famosos, festas e shows. Mas a gente que conhece o Naldo desde o início ficou a fim de saber mais coisas e nunca encontrou. Como esse sucesso aconteceu, assim… Desde o início? Quem é esse “príncipe do pop” que todo mundo conhece? Ué, mas outro dia não era funk? Quem contou pra gente e fez o primeiro registro de sua história de sucesso foi o próprio Ronaldo Jorge, filho da Dona Ivonete e do Seu Manoel, irmão do Henrique, do Rodrigo, e de mais quatro. Sim, sim, o Naldo abriu o jogo, galera! Por isso ele é o nosso destaque do mês!

A infância e a música

Ele nasceu na Vila do Pinheiro, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Aos nove anos de idade já trabalhava como engraxate no Centro da Cidade. E a música? Ah, essa já entrou na vida dele bem cedinho. O filho dedicado da Dona Ivonete cresceu muito perto de uma igreja onde a mãe trabalhava. Ele ia junto para ajudar. Entre um intervalo e outro, o pequeno Ronaldo mexia no material musical da Igreja. Brincava com o violão, com a bateria e com o microfone. Foi esse tal microfone que fez Naldo perceber que poderia cantar. “Achava bonito aquele eco da igreja na voz”, disse. “Achei que poderia fazer igual e aprendi a afinação”.

E não é que podia? Acostumado a acordar todos os domingos com a música alta da igreja, Naldo começou a frequentar as aulas de música. Isso com apenas 12 anos. A paixão pela música vem de família. Sua irmã mais velha era a líder do coral infantil da igreja e incentivou que Naldo começasse a cantar. Foi através dela que a personalidade musical de um Naldo ainda criança foi formada. Ela costumava escutar Michael Jackson, Tim Maia e comprava os discos de Roberto Carlos, isso tudo sob os ouvidos atentos do irmão.

O nascimento da dupla
Foi um pouco depois que um dos seus irmãos mais novos entrou na jogada (Naldo tem sete irmãos!). Lula cantava funk com um parceiro e escrevia raps para concursos. O que não durou muito tempo, pois a dupla logo terminou. Sem parceiro musical, a saída de Lula foi apelar para o irmão Naldo, que até então nunca tinha sido muito ligado ao funk. “Ia aos bailes para curtir e dançar”, disse Naldo. “Ia para aprender passos novos”.

Mas convencer Naldo não foi nada fácil. O processo foi de mais ou menos dois anos. Na época Naldo namorava a mãe do seu filho, que não queria deixar de jeito nenhum o namorado cantar funk, com medo que ele a abandonasse. A família inteira se envolveu no “processo de convencimento” e um belo dia, com insistência da irmã, ela deixou! Pouco tempo depois já estava até envolvida na história da dupla, ajudando em todo o planejamento. Foi aí que eles começaram a atender por Naldo e Lula.

O caminho para o sucesso

Daí foi uma longa estrada até o sucesso. O primeiro empresário era da Vila do Pinheiro, onde moravam. Entre 1999 e 2000 chegaram a gravar um CD pela EMI que até hoje ainda não saiu, por problemas burocráticos. O CD continha composições dos dois irmãos. Segundo Naldo, era um disco altamente pop, que já dava uma dica do cantor que ele viria a se tornar.

Naldo tinha apenas 17 anos e Lula tinha 15. No primeiro contrato, Naldo já tinha 19 e o irmão, 17.

Julinho, Marcson, Naldo e Lula, na FM O Dia, claro!

Em 2001, Naldo e Lula gravaram uma música chamada “Chinelada”. A gente pediu muito para o Naldo cantar, mas ele se recusou, bem humorado: “Nem queira ouvir!”.

Marcson Muller e Julinho DJ chegaram a tocar a música, que Naldo define hoje em dia como “nada a ver com ele”. O motivo a gente nunca vai saber, porque ele não liberou meeesmo!

Então, o que será que ele considera como início da carreira? “Considero o início da minha carreira quando Julinho tocou a nossa música pela primeira vez”. Isso aconteceu em 2005. A música era “Tá surdo”, e vem acompanhada de uma história curiosa da dupla com o nosso DJ.

Naldo e Lula levaram a música na rádio e o Julinho tocou, em primeira mão. Mas sabem como ela foi parar no ar? “Me encontraram na porta da rádio com o CD deles para eu escutar, mas eu disse que não escutaria”, disse Julinho. “Fiz uma surpresa e abri o programa com a música do CD que eu nem tinha escutado antes”. Resultado? A música explodiu e Julinho não deixou mais de tocar.

Depois daí nasceu uma grande amizade entre o DJ e os dois irmãos. “Priorizo a amizade na vida. Todas as vezes que o Julinho me liga, dou um jeito de atender, mesmo ocupado. Se puder estar junto, eu estou”, disse Naldo. “Ele nos deu credibilidade e eu sempre presto muita atenção quando ele toca alguma coisa nova”.
Julinho também fez parte da construção de um dos maiores sucessos de Naldo e Lula. “Fizemos um show em Volta Redonda, em que acabamos todos na mesma van. O Lula foi daqui até lá tocando uma música no violão e pedindo para eu escutar. Na volta a mesma coisa”, explicou Julinho.

A música? “Como mágica”, que entrou na nossa programação tempos depois. O sucesso foi tão grande que ela começou a tocar em outras rádios. Depois, só alegria! “A festa é nossa”, “Linda demais”, “Tipo faz tremer”.

Quando “Tipo faz tremer” estourou na nossa programação de funk e “Como mágica” era uma das mais pedidas da programação diária, uma grande fatalidade faz com que a dupla se separe para sempre.

A separação forçada…

A gente aqui lembra bem dessa semana. Naldo e Lula tinham acabado de fazer uma participação no programa “Big Mix” e se despediram da galera da rádio. Lula, sempre sorridente, falava animado do novo CD, prometeu ele mesmo levar para cada um assim que estivesse pronto.

No dia seguinte, Naldo combinou com o irmão de encontra-lo para colocar a voz em mais uma música no estúdio, “A vida é mesmo assim”. Mas antes, às 18h, se encontrariam para um lanche. “Às 18 horas tentei ligar e não consegui mais falar”. Pouco tempo depois veio a notícia da morte covarde de Lula, que foi encontrado em Padre Miguel, depois de buscas intensas.

O CD ainda não tinha foto, e ainda não tinha capa. Naldo ficou três meses parado. “Fiquei sem forças, sem achar que poderia rolar sem ele”, disse Naldo. “Pensei em parar de cantar pela maneira que meu irmão morreu, por toda maldade… E eu era o irmão mais velho”.

Um recomeço para Naldo

Depois de algum tempo parado, Naldo se lembrou de algo importante que mudaria a sua vida dali em diante. “Lembrei que uma noite antes do falecimento, havíamos combinado de fazer dança”, lembra. “Comecei as aulas e fui me recuperando aos poucos”.

Da aula de dança veio a nova inspiração. Nesse momento da vida de Naldo nasceu “Na veia”, sua primeira música executada sem o irmão. Logo depois já veio o clipe e a volta aos estúdios para um novo trabalho. O processo de adaptação à falta do irmão não foi fácil. “Era muito diferente ir nas rádios sem ele… Dizer ‘meu trabalho’, ao invés de ‘nosso trabalho’ foi muito doloroso. Cheguei a chorar algumas vezes”, disse. “Sempre tive meu irmão por perto, e de repente estava sozinho”.

http://www.youtube.com/watch?v=mzHv76fTkzs&feature=related

Em 2010 Naldo lançou seu primeiro álbum solo. E a consequência a gente já conhece: sucesso.

Família e trabalho

Naldo trabalha cercado pela sua família. Vira e mexe consegue levar seu filho, de 15 anos, junto para os shows, mesmo ele sendo um pouco avesso à grandes badalações. Seus dois irmãos, Rodrigo e Henrique, fazem parte da sua equipe.

O primeiro, Rodrigo, é o caçula e o DJ dos seus shows. “Ele já batia nas latas em casa, enquanto eu cantava”, lembra Naldo. “Ele é novo, gosta de zoar, mas confio muito no trabalho dele”.

Henrique é mais velho, e é o produtor e “braço direito” de Naldo. “Ele é um cara calmo, educado e tranquilo”, diz Naldo sobre o irmão. “Às vezes é tranquilo até demais, mas tem muita postura para falar por mim”.

Naldo garante que eles não brigam no trabalho, mas contou pra gente que, pasmem, a briga rolava solta era com o Lula. “A gente brigava demais”, lembra Naldo, com um sorriso de saudade no rosto.

Sobre trabalhar com a família, Naldo explica: “me sinto mais seguro”. Além de tudo, laços maiores que os profissionais os unem. “São pessoas pelas quais eu tenho amor, são do meu sangue e confio neles”.

As fotos de família são guardadas a sete chaves. Quem guarda é a irmã de Naldo, que não deixa de jeito nenhum que essas fotos fiquem longe do seu domínio. Pra se ter uma ideia, Naldo trouxe as fotos pra gente e teve que levar no mesmo dia pra casa, senão ela ficava brava. Ok, a gente entende!

Primeiro DVD

Depois do sucesso do CD solo, qual seria o próximo passo? A gravação do DVD “Na Veia Tour” teve ares de super produção. Uma das provas dessa produção é a roupa de LED que Naldo usa, que custou quase o preço de um carro popular. “Está guardada”, disse. A última vez que a vimos em ação foi durante o show do lançamento do seu DVD, na Fundição Progresso.

“Percebi que era hora de fazer, porque precisava e dava”, disse Naldo sobre gravar um DVD. “Principalmente por causa da dança”. Enquanto alguns podiam desacreditar de um projeto tão audacioso no Citibank Hall, Naldo permaneceu confiante. “Tive pessoas para me ajudar, que tiveram carinho por mim, inclusive a FM O Dia, que foi parceira desde o início”.

A realização do sonho contou com parcerias que transformaram o DVD em um registro especial. Preta Gil, Buchecha e Xande de Pilares são nomes de peso que fizeram parte do trabalho ousado do cantor. “O Buchecha é um cara que desde o início se parece comigo, é amigo de muito tempo”, explicou Naldo. “O Xande canta em uma música que conta a minha história e queria que ela fosse diferenciada. Já a Parceria com a Preta começou aqui na FM O Dia, quando soube que ela gostava da minha música, chamei, ela ouviu ‘Meu corpo quer você’ e topou participar”.

Muita mistura para um cara só? Claro que não. “Gosto de fazer o meu som, não gosto de me definir. Gosto de funk porque cresci na favela, gosto de hip hop porque cresci ouvindo black music e gosto de samba por influência dos amigos e da cidade”, explicou. “Gosto de fazer o lado musical e tocar pra frente, independente do gênero”.

Ídolos

Naldo já tem fãs por todo canto do Brasil. Mas quem disse que ídolo não tem ídolo? Naldo tem vários, desde os que o influenciaram até aqueles que fizeram parte da sua infância e adolescência. Alguns muitos parecem improváveis à primeira vista, como Tom Jobim, Cartola e Jamelão. “Aprendi a gostar, é nossa história musical”, explica.

A fama lhe deu alguns privilégios em relação aos astros de quem gostava. Provavelmente o menino da Vila Pinheiro não sonhava em conhecer seu ídolo, imagina então jogar sinuca com ele! Foi o que aconteceu com os caras do Boyz II men. Naldo era fissurado por eles na adolescência e quando teve a oportunidade, fez a sua parte de tiete. Tirou foto, bateu papo, jogou uma sinuquinha com eles, mas aquele lance de ficar desesperado ele não mantém mais. “No início, quando conheci Alexandre Pires, fiquei nervoso, sim”, disse. “Depois disso fiquei mais ‘relax’, acho que ninguém mais me deixaria tão tenso”.

Uma das últimas emoções vividas por Naldo recentemente foi a participação dele no programa da Xuxa. “Era um sonho meu e do meu irmão, por isso usei uma camisa que tinha o rosto dele, que de certa forma, estava lá”. No programa, Naldo cantou uma música que escreveu para a apresentadora há muitos anos atrás e se emocionou. “Foi uma emoção mesmo”, disse. “Saí do palco e chorei demais”.

http://www.youtube.com/watch?v=EeU4KOhDc-M

A fama

E por falar em fama, quando percebeu que era famoso? “Quando passaram a me reconhecer com certa frequência”, respondeu. “Começaram a me reconhecer de óculos e boné, Me reconheceram dentro do carro, pela tatuagem, já que estava com o braço pra fora (Naldo tem uma tatuagem em homenagem ao irmão, Lula)”.

“Quando eu quero ir à algum lugar e dizem ‘cuidado, vai dar tumulto’, eu penso que sou reconhecido”, continua Naldo. “Parei em uma praça em Minas uma vez e tivemos que sair correndo, minha equipe e eu”. Sobre ter imaginado algum dia na vida ser famoso, Naldo é realista. “Busquei muito, é claro”, diz.” Mas fui abençoado. Gravei um DVD no Citibank Hall, que não dá certo para muitos artistas, e rolou”.

Naldo fala com segurança de quem sabe o que está fazendo. Quando a gente quis saber se rola alguma insegurança em relação ao público, ele é direto. “Não”, disse. “O público conhece meu amor pela música, não fico pensando se o show vai ficar vazio ou não”. E a gente sabe: as chances de um show do Naldo ficar vazio são praticamente nulas. São aproximadamente 20 shows por mês, todos eles lotados e uma agenda muito, mas muito difícil de ter um espaço.

Arrependimentos?

Arrependimentos na carreira? Nenhum. Pra não falar que não tem nenhum, Naldo consegue se lembrar de uma situação que o deixou arrependido, e rolou em um show fechado. “Fiz um show super família, fechado, para um supermercado. Resolvi que não ia somente tirar a camisa, mas sim, rasgar, como o Usher (cantor americano) faz”, conta entre uma risada e outra. “Assim que eu rasguei a camisa a câmera parou de filmar e eu tive que explicar tudo para a organização”. Esse é o arrependimento, Naldo? Nem magoa!

Ao Naldo, a palavra final

Pedimos para Naldo terminar a entrevista com uma conclusão rápida sobre a sua vida. “Estou feliz, mas consciente de que o trabalho artístico depende de muita dedicação. Ainda procuro manter o tratamento atencioso com os fãs, com os amigos… Simplicidade em primeiro lugar. Vivo regando essa plantinha, para que nunca morra”.

E os objetivos vão mais além do que tudo que já conquistou até agora. “Quero ganhar o Brasil e até a carreira internacional”, sonha. “Sou grato à Deus e aos meus amigos. Tenho certeza de que meu irmão está muito feliz de onde quer que ele esteja, e os meus pais orgulhosos”. Com certeza não só eles, Naldo, mas muita gente também sente o maior orgulho de você. “Estou feliz de estar aqui na FM O Dia”, conclui. E a gente com certeza fica feliz de fazer parte dessa história.



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